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Hantavírus

Prefeitura de Rio Branco alerta população sobre prevenção ao hantavírus e reforça que doença não representa risco de nova pandemia

Secretaria de Saúde reforça medidas de prevenção contra o hantavírus e destaca que a doença é rara no Brasil, sem registros de transmissão entre pessoas no Acre

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça o alerta à população sobre os cuidados de prevenção ao hantavírus, doença infecciosa transmitida principalmente por roedores silvestres. Apesar de poder evoluir para casos graves, especialistas destacam que a doença é rara e não apresenta risco de pandemia semelhante à Covid-19.

O hantavírus pode causar síndromes graves, com duas formas principais: a síndrome pulmonar, mais comum nas Américas, e a síndrome renal, registrada principalmente na Europa e Ásia. No Brasil, os casos estão relacionados à Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), transmitida principalmente por roedores silvestres do gênero Oligoryzomys.

Segundo o médico da Estratégia de Saúde da Família, Manoel Braga Neto, a transmissão ocorre através do contato com secreções dos roedores, como urina, saliva e fezes, que contaminam ambientes fechados.

Manoel Braga Neto
“O ser humano respira esse ar contaminado e pode adquirir a doença. Os casos são mais associados a ambientes fechados e áreas rurais” (Foto: Átilas Moura/Secom)

“O ser humano respira esse ar contaminado e pode adquirir a doença. Os casos são mais associados a ambientes fechados e áreas rurais”, explicou.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar. Em situações mais graves, o paciente pode apresentar dificuldade respiratória, queda de pressão arterial e alterações cardíacas.

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A Saúde Municipal informa que o hantavírus possui diferentes cepas, incluindo a Andes, identificada na Argentina, que raramente pode ser transmitida entre pessoas. (Foto: Átilas Moura/Secom)

A Saúde Municipal também esclarece que existem diferentes cepas do hantavírus. A cepa Andes, identificada em países como a Argentina, é conhecida pela rara possibilidade de transmissão entre pessoas. Já no Brasil, os casos registrados estão relacionados exclusivamente à transmissão por roedores silvestres.

“Não existe registro, no Brasil ou no Acre, da cepa com transmissão inter-humana. Por isso, não há cenário semelhante ao vivido durante a pandemia da Covid-19”, reforçou Manoel Braga Neto.

A orientação da gestão é que a população mantenha ambientes limpos e ventilados, evite contato com locais infestados por roedores e procure atendimento médico ao apresentar sintomas após exposição a áreas de risco.

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