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Saúde Mental

Cuidar da mente também é prioridade: CAPS III Samaúma amplia caminhos para a saúde mental em Rio Branco

Unidade integra a rede municipal de saúde mental e amplia o acesso a práticas terapêuticas, acolhimento e acompanhamento psicossocial em Rio Branco

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Falar sobre saúde mental é, antes de tudo, falar de pessoas, de histórias e de cuidado contínuo. Em Rio Branco, esse cuidado se materializa no trabalho desenvolvido pelo Centro de Atenção Psicossocial – CAPS III Samaúma, espaço que acolhe diariamente adolescentes a partir dos 14 anos e adultos que enfrentam sofrimento mental grave e persistente.

Com atendimento gratuito, a unidade tem ampliado sua oferta de serviços e se consolidado como referência no acompanhamento psicossocial, oferecendo muito mais do que consultas. No CAPS, os usuários encontram escuta qualificada, acolhimento e oportunidades reais de reconstrução da autonomia e do bem-estar emocional.

Caps Samauma Fotos Secom 6

Os atendimentos incluem acompanhamento médico e psicológico, terapias individuais e em grupo, além de atividades físicas orientadas. Práticas integrativas como arteterapia, musicoterapia, meditação, auriculoterapia e ventosaterapia também fazem parte da rotina, contribuindo para um cuidado integral da saúde mental.

Esse trabalho é desenvolvido por uma equipe multiprofissional formada por enfermeiro, técnico em enfermagem, psicólogo, terapeuta, educador físico e social, arteterapeuta, psiquiatra, clínico geral e assistente social, cuja atuação integrada permite um acompanhamento mais amplo e humanizado, considerando não apenas os aspectos clínicos, mas também as dimensões sociais, emocionais e expressivas de cada usuário.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, o primeiro contato com o CAPS acontece por meio do acolhimento, etapa essencial para compreender a realidade de cada pessoa que busca ajuda. Ele explica que o acesso ocorre por demanda espontânea, mediante apresentação de documento com foto e cartão do SUS e, a partir dessa escuta inicial, a equipe constrói, junto ao usuário, um plano terapêutico individualizado.

Foto Rennan Biths
“O cuidado em saúde mental precisa ser humanizado e contínuo. Nosso objetivo é garantir que cada pessoa atendida desenvolva o autocuidado, fortaleça seus vínculos sociais e consiga ressignificar sua relação com a própria saúde mental”, destacou o secretário Rennan Biths. (Foto: Secom)

“O cuidado em saúde mental precisa ser humanizado e contínuo. Nosso objetivo é garantir que cada pessoa atendida desenvolva o autocuidado, fortaleça seus vínculos sociais e consiga ressignificar sua relação com a própria saúde mental, com o apoio de uma equipe preparada e de uma rede que funcione de forma integrada”, destacou o secretário.

A diversidade de atividades ofertadas também é apontada como um fator decisivo para o fortalecimento da autonomia dos usuários. Para a coordenadora administrativa, Igla Braga, os diferentes formatos de cuidado possibilitam que cada paciente encontre caminhos mais adequados ao seu processo terapêutico.

“Os grupos, as práticas integrativas e os atendimentos psicológicos ajudam o paciente a se perceber capaz e a buscar mais independência”, ressaltou.

Foto de Camila Fonseca
Entre os grupos terapêuticos desenvolvidos na unidade está o Grupo Essência, coordenado pela terapeuta sistêmica Camila Fonseca. (Foto: Secom)

Entre os grupos terapêuticos desenvolvidos na unidade está o Grupo Essência, coordenado pela terapeuta sistêmica Camila Fonseca. A iniciativa propõe uma jornada de autoestima saudável, estimulando o autoconhecimento, a ressignificação de vivências e o fortalecimento emocional dos participantes. Assim como o Grupo Essência, outros grupos com diferentes temáticas integram a programação do CAPS, respeitando as necessidades e os momentos de cada usuário no processo terapêutico.

Para quem vivencia o cuidado na prática, o CAPS representa um espaço de transformação. A participante Jenniffer Caroline Gomes, de 23 anos, relata que chegou à unidade em um momento de intenso sofrimento emocional.

Foto de Jennifer
“Sempre que vejo alguém precisando de ajuda psicológica, eu indico o CAPS, porque aqui é um lugar que realmente apoia e transforma”, relatou Jenniffer. (Foto: Secom)

“O CAPS é acolhimento. A gente chega aqui com depressão, ansiedade, sem vontade de viver. No grupo, fizemos uma jornada de autoestima saudável, e é impressionante ver a diferença de quando chegamos para quem somos hoje. É um processo muito brilhante na nossa vida”, afirmou Jenniffer.

Segundo ela, o serviço vai além do tratamento. “Sempre que vejo alguém precisando de ajuda psicológica, eu indico o CAPS, porque aqui é um lugar que realmente apoia e transforma”, relatou.

Foto de Anna Karoline
História semelhante é compartilhada por Anna Karoline Marques, de 30 anos, que encontrou no CAPS apoio após enfrentar um câncer e entrar em remissão. (Foto: Secom)

História semelhante é compartilhada por Anna Karoline Marques, de 30 anos, que encontrou no CAPS apoio após enfrentar um câncer e entrar em remissão. Mesmo curada da doença, ela relata que entrou em um quadro depressivo profundo. “Quando cheguei aqui, eu não sabia o que esperar, mas me surpreendi. Participei de vários grupos, e cada um me ajudou a entender meus sentimentos de uma forma diferente”, contou.

Anna destaca que a terapia em grupo foi fundamental para sua reconstrução emocional. No CAPS, ela relata que conseguiu construir um laço de confiança e carinho não apenas com a terapeuta, mas também com as demais participantes.

“Ali, eu me vi como parte de uma corrente do bem, em que uma ajudava a outra. Foi nesse espaço de troca, escuta e apoio mútuo que consegui ressignificar minha história, me fortalecer e perceber que posso ser mais, fazer mais e viver melhor”, evidenciou Anna, ressaltando que o acompanhamento no CAPS continua sendo essencial em seu processo de cuidado.

Foto da equipe do Caps Samaúma e pacientes
O trabalho desenvolvido no CAPS III Samaúma integra a rede municipal de saúde mental e reflete o investimento da gestão municipal em políticas públicas que colocam o cuidado com a mente no centro das ações. (Foto: Secom)

O trabalho desenvolvido no CAPS III Samaúma integra a rede municipal de saúde mental e reflete o investimento da gestão municipal em políticas públicas que colocam o cuidado com a mente no centro das ações.

A unidade funciona de segunda a quinta-feira, das 7h às 11h e das 13h30 às 16h30, localizada na Rua São José, nº 20, bairro Nova Esperança, oferecendo atendimento humanizado e contínuo à população.

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