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Prefeito de Rio Branco participa de sessão da CPI das ONGs na Assembleia Legislativa

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Sessão ocorreu no plenário da Aleac (Foto: Evandro Derze/Assecom)

A sessão da CPI das ONGs no Senado da República ocorreu na manhã desta sexta-feira (20), em Rio Branco, no plenário da Assembleia Legislativa do Acre. Parlamentares, senadores e o prefeito da capital, Tião Bocalom, participaram dessa importante sessão, para discutir os desafios e preocupações relacionados à atuação das ONGs na Amazônia brasileira.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal, que tem como objetivo investigar as atividades das ONGs atuando na Amazônia, realizou uma visita ao Acre esta semana. Durante a visita, os parlamentares buscaram obter relatos de seringueiros e posseiros que habitam a Reserva Extrativista Chico Mendes. A iniciativa visou entender melhor as condições de vida dos moradores dessa área protegida.

O relator da CPI das ONGs senador Márcio Bittar comparou a Amazônia a um bilhete premiado da Mega Sena. Ele argumenta que “esta história não fecha, que nas cinco ONGs que tiveram na CPI, juntas receberam 2 bilhões de reais.”

“A ONG que é ligada à Marina Silva recebe uma média de 26 milhões por ano. Ela nem aqui mora mais e aí como recompensa eles falam em uma Bolsa Floresta no valor de 50 reais, isso é uma humilhação. Agora a ministra está acenando com a hipótese de que algumas famílias poderão receber uma Bolsa Floresta de 200 reais. Quem é que deixa você ter um cartão da Mega Sena premiado que é o que nós temos na Amazônia debaixo de nossos pés. Petróleo, cassiterita, bauxita, minério, debaixo dos nossos pés. Quem é que deixa de usar esse cartão em troca de 100 reais por mês?”, questiona.

Durante a diligência na Reserva Extrativista Chico Mendes, os senadores constataram a situação de pobreza, abandono e a falta de oportunidades enfrentadas pela população local. A reserva é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e tem a presença influente da ONG WWF, que, segundo relatos dos moradores, contribui financeiramente para o isolamento da região. Essa realidade gerou preocupação e denúncias que chegaram à CPI das ONGs, motivando a investigação das atividades das organizações nessa região sensível.

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Bocalom: “Queremos viver com dignidade na Amazônia, queremos que a nossa Amazônia seja respeitada pelos países lá fora” (Foto: Evandro Derze/Assecom)

O prefeito Tião Bocalom falou da importância da CPI para os povos da Amazônia, e lembrou do discurso que fez quando esteve na Europa em novembro de 2021.

“Nós queremos viver com dignidade na Amazônia, queremos que a nossa Amazônia seja respeitada pelos países lá fora, assim como ela é, que se desenvolva nosso potencial econômico, porque com o potencial econômico desenvolvido evidentemente que o social vai atrás. Quero parabenizar o nosso Senador Márcio Bittar pela postura que ele sempre teve em defesa da nossa Amazônia em defesa da nossa terra.”

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