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Diretor da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco detalha em entrevista, ações na Expoacre 2025

Em entrevista, Secretaria de Assistência Social de Rio Branco destacou ações de apoio a populações vulneráveis, incluindo combate ao trabalho infantil e assistência a mulheres e pessoas em situação de rua.

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Durante a Expoacre 2025, o diretor da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco, Ivan Ferreira, concedeu uma entrevista exclusiva ao AC24horas, onde detalhou o trabalho da pasta e as ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade.

O evento, realizado no Parque de Exposições Wildy Viana, foi uma oportunidade para a prefeitura mostrar o impacto das políticas públicas de Assistência Social e Direitos Humanos em Rio Branco.

Na entrevista, Ferreira destacou a importância da presença da secretaria na 50ª edição da ExpoAcre, onde o espaço foi montado em parceria com a Comarca da Infância e Juventude. Durante o evento, estão sendo oferecidos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, abordagens sociais, apoio às vítimas de trabalho infantil, políticas voltadas para a mulher e a juventude, além de atendimento a pessoas em situação de rua.

O diretor enfatizou que a Secretaria Municipal de Assistência Social é a única da prefeitura que funciona 24 horas por dia, o que garante a continuidade do atendimento a quem mais precisa.

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“O objetivo é tirar essas pessoas das ruas, não as manter nelas. O aluguel social é concedido após avaliação técnica e queremos ampliar o número de vagas”, explicou Ivan. (Foto: Secom)

“Estamos com espaço aqui na ExpoAcre, com toda a nossa equipe de convivência, enfrentamento ao trabalho infantil e outras políticas essenciais. Cuidamos de 26 unidades no município, incluindo CRAS, CREAS e unidades de acolhimento. Nosso trabalho é constante e humanizado”, disse Ferreira.

Ferreira também abordou a recente mudança do Centro Pop, serviço voltado para a população em situação de rua. O Centro foi transferido para o bairro Castelo Branco após a antiga sede, ao lado da Rádio Difusora, ser condenada pelo Corpo de Bombeiros. O diretor explicou que essa foi uma medida necessária para reordenar a política pública de acolhimento e assistência à população de rua.

“O antigo espaço estava inviável. Hoje, no novo local, temos o ‘Escritório da Dignidade’, com escuta qualificada, atendimento e encaminhamentos. A alimentação agora é fornecida no restaurante popular e o foco está em dar uma atenção humanizada para cada pessoa”, frisou Ferreira.

Apesar dos esforços, Ferreira reconheceu os desafios enfrentados, como a recusa de muitos acolhidos ao atendimento. “A maioria aceita o atendimento inicial, mas quando chega a hora do acolhimento, muitos recusam. Nosso trabalho é sempre oferecer a dignidade e o respeito e nunca forçar nada”, completou.

Política de acolhimento e reintegração social

O diretor também falou sobre as estratégias de reintegração social adotadas pela secretaria. Segundo ele, o trabalho inclui acompanhamento psicossocial, oferta de acolhimento e recentemente, a concessão de auxílio moradia transitório para pessoas em situação de rua.

“O objetivo é tirar essas pessoas das ruas, não as manter nelas. O aluguel social é concedido após avaliação técnica e queremos ampliar o número de vagas”, explicou.

Além disso, Ferreira anunciou a criação de um Comitê Intersetorial que, por meio de parcerias com o Sistema S e empresas privadas, busca promover a empregabilidade e capacitação de pessoas em situação de vulnerabilidade. “Queremos dar uma chance real para essas pessoas se reintegrarem à sociedade e ao mercado de trabalho”, evidenciou.

Desafios com a migração e abordagem social

A questão da migração também foi abordada durante a entrevista. Ferreira destacou o aumento no número de imigrantes, principalmente venezuelanos e cubanos, que chegam a Rio Branco. Ele falou sobre a Casa de Passagem, que oferece alimentação e orientações aos migrantes, mas ressaltou que muitos chegam sem seguir o processo adequado de triagem. A secretaria também oferece suporte psicológico e encaminhamentos para as autoridades competentes.

Ferreira finalizou destacando o mapeamento das áreas com maior concentração de pessoas em situação de rua, como a região da Ponte do São Francisco, bairro Triângulo e a Praça da Semsur. Ele ressaltou a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público e Defensoria Pública, essenciais para o monitoramento e apoio às ações da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

“Estamos trabalhando de forma integrada, com o apoio de diversos órgãos, para garantir que as políticas públicas cheguem de forma efetiva às pessoas em situação de rua e aos migrantes. É um trabalho contínuo e colaborativo e estamos comprometidos com os resultados”, concluiu o diretor.

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco tem se dedicado a oferecer soluções concretas para a população em situação de vulnerabilidade, por meio de políticas públicas eficientes e humanizadas.

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