A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), está executando o projeto-piloto Aprenda Português, uma iniciativa de caráter humanitário e educacional voltada à integração de migrantes e refugiados na capital acreana. O curso presencial de Português Básico é realizado nas dependências da Casa de Passagem para Migrantes. As aulas tiveram início no último dia 7 e, nesta primeira fase experimental, terão duração de 27 dias letivos.

A iniciativa é resultado de uma articulação entre diferentes instituições. O Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Campus Machado, atua como executor da ação por meio do Programa Capacita em Rede e será responsável pela emissão dos certificados, reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). O Serviço Pastoral dos Migrantes, vinculado à Diocese de Rio Branco, fornece o material didático especializado e o corpo docente. Já a Prefeitura de Rio Branco disponibiliza o espaço físico, os insumos necessários, além de garantir o suporte logístico e o acolhimento aos participantes.
Um dos principais diferenciais do projeto é a inclusão sem barreiras burocráticas. O curso é totalmente gratuito e não exige comprovação de escolaridade de nível médio, ampliando o acesso de migrantes em situação de vulnerabilidade. Dessa forma, o aprendizado da língua portuguesa torna-se uma ferramenta essencial para o exercício da cidadania, da autonomia e da integração social.
O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, destacou que a união entre o poder público, as instituições de ensino e a Igreja é fundamental para fortalecer as políticas de acolhimento.
“Aprender a nossa língua é a chave principal para que os migrantes resgatem sua autonomia e dignidade. O prefeito Alysson Bestene tem nos dado a missão de ampliar o suporte a quem chega à nossa capital, e a certificação reconhecida pelo MEC agrega valor ao currículo dessas pessoas, abrindo portas reais para o mercado de trabalho brasileiro”, afirmou o secretário.

A expectativa da Secretaria é avaliar os resultados obtidos ao término dos 27 dias letivos. Caso a experiência apresente os resultados esperados, o projeto poderá servir como modelo para a ampliação e a consolidação permanente das ações de capacitação e acolhimento destinadas à população migrante em Rio Branco.
Fotos: Secom






