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Visita aos Migrantes

Prefeito de Rio Branco visita abrigo de migrantes e reforça ações de acolhimento

Prefeito reforçou a continuidade das políticas públicas de assistência, acolhimento e inclusão social desenvolvidas pelo município de Rio Branco

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O prefeito da capital acreana, Tião Bocalom, esteve visitando a Casa de Acolhimento para Migrantes, localizada no bairro Bosque. Acompanhado da primeira-dama do município, Kelen Bocalom e do secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, o chefe do Executivo municipal reforçou, junto aos acolhidos, a continuidade das ações desenvolvidas pela Prefeitura em favor da população migrante que entra diariamente no Brasil pelo Estado do Acre, chegando até Rio Branco.

O prefeito conversou com os abrigados, principalmente com os venezuelanos, que vivem uma forte expectativa de melhorias em seu país após a intervenção dos Estados Unidos, que resultou na prisão de Nicolás Maduro.

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O prefeito conversou com os abrigados, principalmente com os venezuelanos, que vivem uma forte expectativa de melhorias em seu país após a intervenção dos Estados Unidos, que resultou na prisão de Nicolás Maduro. (Foto: Vitória Souza/Secom)

O gestor destacou também o papel humanitário que vem sendo exercido pelo município na assistência aos migrantes em situação de vulnerabilidade diante da crise migratória provocada, segundo ele, pela situação política e social da Venezuela. O prefeito ressaltou ainda que os problemas políticos e sociais no país forçaram milhões de venezuelanos a deixarem sua terra natal na última década, sendo que parte significativa passou pelo Brasil, especialmente pelo Acre, que se tornou uma das principais rotas de entrada em solo brasileiro.

“Agora, o que eu quero dizer aqui é que a nossa prefeitura sempre procurou dar carinho e acolhimento a esses irmãos que estavam precisando de ajuda. E a nossa ajuda nós demos, estendemos a mão o tempo todo, procurando tratá-los com muito carinho, com um acolhimento bem humano, diferente daquilo que eles viviam lá; é só falar com eles. Eu estou feliz que a Prefeitura de Rio Branco, apesar de não ter tido todo o apoio do Governo Federal — porque se trata de uma ação que deveria ser do Governo Federal, bancada pelo Governo Federal —, ainda assim tem bancado esse trabalho”, afirmou o prefeito.

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A Casa de Passagem e Abrigo para Migrantes funciona há cinco anos no local e tem como principal missão retirar os migrantes da situação de vulnerabilidade extrema. (Foto: Vitória Souza/Secom)

A Casa de Passagem e Abrigo para Migrantes funciona há cinco anos no local e tem como principal missão retirar os migrantes da situação de vulnerabilidade extrema. Muitos chegam a Rio Branco após longas jornadas a pé, necessitando de alimentação, cuidados de saúde e acolhimento imediato. O trabalho inclui apoio para emissão de CPF, acesso ao SUS, encaminhamentos para atendimento médico, assistência jurídica, além de parcerias para inserção no mercado de trabalho, conforme explicou o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz.

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O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz explicou que o trabalho inclui apoio para emissão de CPF, acesso ao SUS, encaminhamentos para atendimento médico, assistência jurídica, além de parcerias para inserção no mercado de trabalho. (Foto: Vitória Souza/Secom)

“Graças a Deus, o prefeito Tião Bocalom tem feito os investimentos. Nós temos uma equipe técnica qualificada e temos conseguido atender e oferecer qualidade de vida para eles. De 2022 para cá, foram mais de 2.200 venezuelanos atendidos. Neste momento, temos 54 pessoas aqui na casa. Rio Branco tem feito a sua parte: oferecemos atendimento psicológico, social, encaminhamento para a saúde, retiramos documentos como CPF, incluímos no Cadastro Único e no Bolsa Família. E o mais importante é que essa casa também encaminha essas pessoas para postos de trabalho, porque muitos têm qualificação. Só neste segundo semestre, conseguimos encaminhar nove para vagas de emprego. É isso que a gente faz: busca atender e abraçar. O que falta hoje é apoio do Governo Federal”, pontuou Luz.

Venezuelanos vivem expectativa de mudança e alimentam o sonho de retornar à sua pátria

No último final de semana, o mundo viveu mais um capítulo de uma história que começa a ser reescrita e que poderá mudar o rumo de uma nação inteira. A queda do regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, é enxergada como um marco histórico por milhares de venezuelanos que deixaram o país fugindo de um regime opressor, totalitário e autoritário.

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O técnico em refrigeração Nahum Soliz, de 43 anos, enxerga na prisão de Nicolás Maduro uma luz de esperança após mais de duas décadas de crise política, humanitária, social e econômica. (Foto: Vitória Souza/Secom)

Fugindo da fome, da miséria e de uma situação de semiescravidão, muitos desses venezuelanos chegaram ao Acre, principalmente a Rio Branco, como o técnico em refrigeração Nahum Soliz, de 43 anos, que enxerga na prisão de Nicolás Maduro uma luz de esperança após mais de duas décadas de crise política, humanitária, social e econômica.

“A nossa nação viveu um processo de 25 anos de ditadura, o que afetou a economia do nosso país e não apenas a economia, mas também o sistema social. Isso afetou as famílias, afetou os lares. Eu estou, atualmente, há três meses aqui no Brasil. Estou aqui com meu bebê, que não conhece a Venezuela. O desejo do nosso coração e de todos os migrantes venezuelanos é voltar à nossa nação, mas a uma nação com princípios, valores, respeito e tolerância. Nós realmente precisamos de uma mudança. Nossos jovens não conseguem ir à universidade porque não têm recursos. Universidades fechadas, hospitais colapsados por essa situação, mulheres dando à luz nas portas dos hospitais por falta de recursos e insumos. O povo não precisa de regalias; o povo precisa de trabalho e de um salário adequado para oferecer uma melhor qualidade de vida às suas famílias. Nós precisamos de dignidade, tolerância e respeito. Por isso, estamos aqui dando a nossa cara como venezuelanos, acreditando que veremos um futuro melhor no dia de amanhã”, declarou Soliz.

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