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Trabalhadores do transporte coletivo são recebidos pelo prefeito Tião Bocalom e pedem ajuda

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, recebeu na manhã desta terça-feira, 21, um grupo de trabalhadores do transporte coletivo da capital, que paralisaram suas atividades como forma de protestar contra o atraso no pagamento de seus salários. Eles reclamam que estão há quatro meses sem receber o que lhes é devido, bem como o pagamento do 13º salário, férias e o depósito, pelas empresas, do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Muitos deles reclamam, inclusive, que estão sem dinheiro até mesmo para comprar a alimentação de suas famílias. “A gente sempre está lutando aqui na prefeitura para conseguir resolver algumas situações. É muito difícil para a gente ver pais de famílias lutando, trabalhando sem receber seus salários. É muito complicado”, disse Francisco Leite, presidente do sindicato da categoria.

Esperança

Segundo Francisco Leite, a esperança dos trabalhadores é de que um projeto de lei de autoria do Executivo Municipal, que autoriza o Município assumir as gratuidades no transporte coletivo, seja aprovado na Câmara Municipal, possibilitando às empresas concessionárias do serviço regularizarem o pagamento dos trabalhadores.

Após ouvir os trabalhadores, o prefeito afirmou que entende a situação, que já se arrasta há bastante tempo. “A prefeitura está fazendo a parte dela, está fazendo o que pode. O serviço é prestado por empresas privadas. Já tentamos um PL, que não foi aprovado. Agora, estamos apresentando outro projeto, antecipando gratuidades que a prefeitura assumiu para, inclusive, reduzir o preço da passagem”, explicou Bocalom, acrescentando que a conversa com os trabalhadores foi esclarecedora.

Objetivo do PL

De acordo com o diretor-superintendente da RBTrans, Anízio Alcântara, o Projeto de Lei  consiste no pedido do prefeito à Câmara para subsidiar o usuário do transporte público.

“Para que se entenda melhor, é a mesma coisa que foi feita por prefeitos anteriores. Os estudantes pagavam a tarifa de R$ 2, aí os prefeitos pediram à Câmara que autorizasse a pagar um real desse valor. Hoje, o estudante paga R$ 1 e o Município paga o outro R$1. Isso foi uma ajuda ao estudante. Hoje, o prefeito está querendo fazer a mesma coisa, só que para ajudar o usuário comum é quem paga a conta”, finalizou Anízio Alcântara.

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