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Prefeito se reúne com diretoria do Saerb para conversar sobre os recursos conseguidos em Brasília

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, recebeu na tarde desta segunda-feira, 15, em seu gabinete, a equipe do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb).  A diretora da autarquia, Pollyana Souza, esteve em Brasília na mesma semana que o prefeito.

A diretora veio ao gabinete do gestor municipal informar que conseguiram recursos no valor de R$ 20 milhões em emendas de bancada e mais R$ 40 milhões de emendas parlamentares, conquistadas por meio do senador Márcio Bittar, totalizando assim, R$ 60 milhões para serem investidos em saneamento básico para os próximos dois anos.

“Foi uma semana muito produtiva onde conseguimos uma boa quantidade de verbas para que a gente possa dar um pulso de melhorias no nosso saneamento tanto de água, quanto de esgoto. Agora a meta é elaborar o Plano Municipal de Saneamento para captar e receber esses recursos”, disse a diretora.

De acordo com o prefeito Tião Bocalom ou Rio Branco buscava recursos para fazer investimentos para poder manter o sistema de água e esgoto nas mãos da prefeitura, ou seja, do Poder Público, ou então seria a privatização e, com isso, viriam o aumento das tarifas. “Nós tomamos uma decisão aqui de que nós iríamos pedir a reversão do sistema de água e esgoto do governo do Estado para a Prefeitura de Rio Branco. Nós sabemos que é um risco que corremos e decidimos correr esse risco”, enfatizou o prefeito.

O prefeito falou ainda que visitou a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) que tem um estudo sobre um aquífero no segundo distrito de Rio Branco que contem água para 800 mil habitantes. “Lá nós pegamos esse estudo, que realmente existe, de 2006, confirmando a existência dessa água no subsolo. Isso pra nós é importante e diante disso nós estamos pensando em preparar um projeto exclusivo, no segundo distrito, pra usar essa água, pra não ter que beber água de rio que custa mais caro do que se a gente tirar água de poço”, explicou Tião Bocalom.

Ainda em Brasília, na CPRM, o prefeito ficou sabendo que existe aqui no Estado um lençol freático muito maior até que o Guarani, um imenso aquífero que abrange partes dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e, principalmente, Brasil, ocupando 1 200 000 km². Esse aquífero, segundo informações da Companhia de Pesquisa, começa no estado do Pará e chega até o Acre tendo aproximadamente 500 metros de profundidade. “A ideia da prefeitura é fazer um poço para pesquisa, pra saber se realmente existe essa água lá embaixo e se a água é de boa qualidade e se for, nós teremos duas possibilidades de abastecimento real pra nossa capital e deixamos de usar a água do rio Acre barateando o custo”, concluiu o prefeito.

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