Prefeitura acompanha caso de acúmulo de materiais em residência no bairro Tropical e aguarda decisão do Tribunal de Justiça

A Prefeitura acompanha há alguns meses a situação de um morador do bairro Tropical que acumula grande quantidade de caixas de papelão e outros materiais

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, acompanha há alguns meses a situação de um morador do bairro Tropical que acumula grande quantidade de caixas de papelão e outros materiais recicláveis em sua residência.

O acúmulo tem gerado preocupação entre os moradores da região devido ao mau cheiro e ao risco de incêndio, já que os materiais são de fácil combustão. O caso ganhou maior repercussão após denúncia feita por uma influenciadora digital que reside no bairro, que divulgou a situação em suas redes sociais, ampliando a atenção da comunidade e das autoridades.

Foto de Ludmilla Cavalcante
Segundo a influenciadora Ludmilla Cavalcante, o problema persiste há anos. (Foto: Ana Julian/Secom)

Segundo a influenciadora Ludmilla Cavalcante, o problema persiste há anos. “Eu moro em frente e convivemos com isso há muitos anos, na verdade há décadas. Queremos resolver por uma questão de saúde pública — tanto da rua e do bairro quanto da saúde do morador, pois ele precisa de ajuda física, emocional e psicológica. Viver nesse cenário não é normal”, salientou.

De acordo com o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, a Prefeitura já monitorava a situação antes da divulgação nas redes sociais. Ele explicou que diversas secretarias estão envolvidas no acompanhamento do caso, incluindo Assistência Social, Saúde, Zeladoria e Meio Ambiente.

Foto de residência cheia de caixas de papelões e outros materiais reciclavéis
O secretário destacou que se trata de uma situação complexa, principalmente por envolver um idoso que reside no imóvel. (Foto: Ana Julian/Secom)

O secretário destacou que se trata de uma situação complexa, principalmente por envolver um idoso que reside no imóvel e que, atualmente, encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro de Rio Branco.

Ivan Ferreira ressaltou ainda que, por se tratar de uma residência privada, a Prefeitura não pode entrar no imóvel sem autorização legal. Por isso, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, por meio da Promotoria da Pessoa Idosa, que já acompanha a situação e aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça para viabilizar a adoção de medidas.

Foto de Ivan Ferreira
O secretário Ivan Ferreira ressaltou ainda que, por se tratar de uma residência privada, a Prefeitura não pode entrar no imóvel sem autorização legal. (Foto: Ana Julian/Secom)

“A gente não pode chegar aqui e adentrar sem autorização. O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público, e estamos aguardando uma decisão o Tribunal de Justiça, para que possamos tomar as medidas necessárias e realizar o trabalho adequado”, explicou o secretário.

A gestão municipal informou ainda que foram feitas tentativas de localizar familiares do idoso, sem sucesso, sendo identificada apenas uma amiga do morador. Também estão sendo avaliados possíveis riscos à saúde pública, como a proliferação de doenças — incluindo a dengue e animais peçonhentos — e a presença de animais domésticos no local. Segundo relatos de moradores, há cerca de 35 gatos na residência, o que pode demandar a atuação de equipes de proteção animal.

Foto de residência cheia de papelões e materiais reciclavéis
A Prefeitura reforça que aguarda a decisão do Ministério Público para iniciar as ações necessárias. (Foto: Ana Julian/Secom)

A Prefeitura reforça que aguarda a decisão do Tribunal de Justiça para iniciar as ações necessárias e destaca o compromisso em buscar uma solução definitiva para o caso, garantindo a segurança da comunidade e o respeito aos direitos do morador.

“A Prefeitura de Rio Branco está empenhada em encontrar uma solução para essa situação, assim como para outros casos semelhantes na cidade. Esse é o papel da Secretaria Municipal de Assistência Social, que atua na garantia de direitos e na promoção da política de assistência social”, concluiu Ivan Ferreira.

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