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Prefeito de Rio Branco participa do 51º Congresso Nacional de Saneamento em Minas Gerais

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Reunião discute alternativas sobre a privatização ou não do serviço de água nos municípios (Foto: Assecom)

O prefeito da capital, Tião Bocalom, acompanhado do diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), participa em Poços de Caldas, Minas Gerais, do 51º Congresso Nacional de Saneamento da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae). O encontro, realizado no auditório Sorocaba/Uberaba do CENACON II, teve início nessa segunda-feira (18), com encerramento na sexta-feira (22), e tem o objetivo de discutir alternativas sobre a privatização, ou não, do serviço de água nos municípios que ainda possuem a tutela do serviço.

Reconhecido como um dos maiores fóruns de saneamento básico no Brasil, o evento reunirá aproximadamente dois mil participantes, entre eles, gestores públicos, técnicos, empreendedores, pesquisadores, estudantes e demais profissionais relacionados ao setor de saneamento básico.

Na manhã desta terça-feira (19), os conselheiros, entre eles o prefeito de Rio Branco, puderam se apresentar individualmente, e alguns comentaram sobre as experiências de seus municípios, que pretendem compartilhar de forma mais detalhadas em outros momentos do Congresso.

Durante a reunião o prefeito lembrou que em janeiro de 2022 assumiu o serviço, que antes era de responsabilidade do Estado.

“Peitamos tudo, BNDS, Governo Federal e não deixamos privatizar”, disse. O gestor que destacou ainda que o desejo é criar oportunidades para que as pessoas possam ter serviço de qualidade pelo menor preço.

Segundo o prefeito, todos os municípios que participam do encontro apresentaram tarifas bem menores que os valores praticados pelas empresas privadas.

“Foi muito boa a reunião. Precisamos agora lutar em Brasília para derrubar os Decretos de Regulamentação da Lei de Saneamento – Decretos Nº 11.598 e Nº 11.599, que acabam atrofiando o trabalho dos serviços de água e esgoto”, afirmou.

De acordo com o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, as tarifas de água precisam ter vieses social e não econômico.

“Precisamos buscar, através da união dos prefeitos, a autonomia dos municípios para que as empresas privadas não toquem o serviço, evitando assim que a tarifa não triplique de valor.”

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