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Alunos da rede municipal de ensino participam de oficina em referência ao Dia da Consciência Negra

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Dia da Consciencia Negra 1
Data instituída em homenagem ao quilombola brasileiro, Zumbi dos Palmares (Foto: Assecom)

No dia 20 de novembro, foi comemorado o Dia da Consciência Negra, instituído como forma de homenagear o quilombola brasileiro, Zumbi dos Palmares. O líder marcou a história pela luta e defesa dos direitos de seu povo. Zumbi faleceu no dia 20 de novembro de 1695.

Em alusão à data, foi desenvolvida na semana passada uma oficina no auditório da secretaria municipal de Educação (Seme), com a participação de alunos do 5º ano da Escola Mário Lobão. Na oportunidade, o professor Bruno Vitorino, contou sobre a trajetória de Zumbi dos Palmares e ensinou aos alunos o passo a passo para confeccionarem bonecos(as) guerreiros(as) feitos de materiais recicláveis.

De acordo com o professor Bruno, desenvolver esse trabalho como educador visa sempre buscar a questão cultural que existe no Brasil e no mundo.

“Quando falamos em Consciência Negra, a gente tem que conscientizar as crianças dessa questão da representatividade. Mas não pode ser algo que obrigue os estudantes a gostarem de tal cultura. A gente tem que, de alguma forma, demonstrar como isso pode ser legal, bonito e atrativo de se fazer”, disse o professor.

A professora Pâmela Rodrigues da Escola Municipal Maria Lúcia apresentou um pouco da história da boneca Abayomi. Disse que, segundo as histórias contadas, quando os negros eram capturados e colocados nos navios, muitas vezes as crianças ficavam assustadas com o que estava acontecendo. Então, suas mães, na intenção de acalmá-las, rasgavam tiras de suas vestes e faziam uma boneca. No entanto, quando chegavam a seu destino, muitas vezes eram separadas de sua família e a única lembrança que restava era a boneca de tiras, que, como eram pequenas, as crianças escondiam na mão fechada para ninguém ver e castigar.

“Abayomi é um símbolo de proteção, amor, amizade e de resistência, onde depois de muito tempo, algumas famílias acabaram se reencontrando justamente por causa da boneca”, comentou a professora.

Para a professora do setor Étnico Racial da Seme, Helenice Brito, trabalhar esse tema com os alunos foi muito especial, principalmente com a questão de ensinar um pouco da história e sobre o porquê do Dia da Consciência Negra. “Do mesmo modo, foi gratificante compartilhar as informações e ver o interesse no olhar de cada um. Isso não tem preço”, declarou.

Durante a oficina, alguns servidores também aprenderam a confeccionar a boneca Abayomi.

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