Prefeitura de Rio Branco apoia ação de orientação pelo Dia Mundial do Lúpus

O seminário abordou desde questões reumatológicas, nutricionais, odontológicas e dermatológicas relacionadas à doença (Foto: Felipe Freire/Assecom)

10 de maio é o Dia Mundial do Lúpus, doença inflamatória causada quando o sistema imunológico ataca os próprios tecidos. Na intenção de difundir mais informações, a Associação de Portadores de Lúpus do Acre, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e da Uninorte, realizaram na manhã desta terça-feira, 10, um seminário que aborda diversos temas, tratando desde questões reumatológicas, nutricionais, odontológicas e dermatológicas relacionadas à doença.

“Nós tivemos o convite da representante de Anfibro (Associação Nacional de Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas), e da nossa vereadora Lene Petecão, que foram à Secretaria pedir esse apoio para que pudéssemos demonstrar essa doença que é pouco conhecida e precisa de uma atenção maior”, explica Wiliane Derze, coordenadora do Tabagismo e Doenças renais crônicas da Semsa.

Adriana Marinho, médica Reumatologista, responsável pelo ambulatório de Lúpus dao Hospital das Clínicas (antiga Fundhacre) afirma que não é uma doença comum. “É uma doença muito grave que afeta mulheres jovens na idade produtiva. É uma doença autoimune, não tem cura, mas tem tratamento. A intenção é que o paciente consiga levar uma vida próxima ao normal com o tratamento que a gente tem hoje em dia. A maioria das pessoas que estão aqui hoje são pacientes que fazem parte de um grupo do WhatsApp e nesse grupo tem quase 200 pessoas com lúpus”.

De acordo com a médica, mulheres jovens são mais acometidas pela doença devido a fatores hormonais. Porém, quando em homens, a doença costuma ser mais severa. Marinho explica ainda os principais sintomas: “Os principais sintomas são: queda de cabelo, lesões de pele, dores articulares, emagrecimento, febre e fadiga”.

Janete Nunes é professora aposentada e uma das fundadoras da Associação de Portadores de Lúpus do Acre. Portadora da doença, ela diz que não é fácil controlar o problema. “No início é muito difícil, eu tenho já 12 anos que sou portadora de lúpus, hoje ele está adormecido, mas passei já por muitas situações difíceis, ele atinge principalmente a parte neurológica, o emocional, tomar remédio para dormir, tomar remédio para a depressão, tem que ter um controle muito grande”.

“Tem pessoas que tem sintoma, e acham que é um fungo, uma bactéria, ou uma inflamação recorrente, e na verdade pode ser lúpus. Então, se você tem algum tipo de mancha na pele que piora com o sol, tem que procurar um médico, de preferência um dermatologista ou reumatologista para poder averiguar esses sintomas” alerta Camila Costa Lima, dermatologista.

De acordo com a coordenação do evento o tratamento é para toda a vida. Ao reconhecer qualquer surgimento de sintoma procure orientação médica.