Prefeitura de Rio Branco desativa escola por medida de segurança e remaneja alunos para outras instituições

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seme), desativou a Escola Alexandre dos Santos Leitão, localizada no Centro da capital, por medida de segurança.

O prédio da escola pertence a Maçonaria, mas foi cedido ao Estado e na municipalização, passou a ser coordenado pelo Município.

Na atual gestão, o setor de credenciamento da prefeitura verificou que não é possível a escola dar continuidade às atividades, pois não possui saída de emergência, acessibilidade e laudo dos bombeiros para funcionamento, impossibilitando o credenciamento.

De acordo com a secretária Municipal de Educação, Nabiha Bestene, desde 2015 o Ministério Público do Acre (MPAC) já vinha fazendo uma recomendação para a antiga secretária, para que a escola tivesse as atividades suspensas, devido ao alto risco na estrutura.

“O que aconteceu, em 2015, houve um princípio de incêndio na loja Gazin, a sorte é que esse incêndio começou de trás para frente, se tivesse acontecido de frente para trás as nossas crianças que estavam nessa escola poderiam ter morrido asfixiadas. De lá para cá, o Ministério Público pediu para que a secretária tomasse as devidas providências. Passou o tempo, foram deixando de lado. A gente sabe que é uma escola tradicional, porém, temos que resolver o problema. Não podemos omitir, existe um problema e temos que resolver”, disse a secretária.

A escola possui cerca de 140 alunos que já estão com vagas e matrículas garantidas nas demais instituições de ensino, sendo:

  • Alunos que concluíram o Pré I e serão encaminhados para a escola Municipal Menino Jesus, também localizada no centro da cidade;
  • Alunos que concluíram o Pré II e serão encaminhados às Escolas Estaduais para o 1º ano do Ensino fundamental;
  • No censo 2021, constam 210 alunos, pois foram lançados alunos das turmas do Anexo da Diocese Paróquia Santa Cruz, entretanto, esse quantitativo de alunos não utiliza o prédio.

Segundo a secretária Municipal de Educação, Nabiha Bestene, através de um levantamento realizado pela Seme, foi detectado que, em sua maioria, os alunos da escola não são moradores do centro da cidade, e sim de outros bairros que também são contemplados por escolas da rede pública municipal.

“Nesses bairros que os meninos moram, também tem essa alternativa que temos muitas unidades escolares. Possivelmente vamos orientar o prefeito que ao construir uma escola, ele poderá dar o nome da Escola Alexandre Leitão”, disse a secretária.