Prefeito Tião Bocalom e Secretário Normando Sales destacam Rio Branco na COP-26

Bocalom e Normando em busca de tecnologia aliada a sustentabilidade para Rio Branco, na COP-26 (Foto: Dircom)

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e o Secretário de Meio Ambiente, Normando Sales, já estão em Glasgow, na Escócia, onde acontece a Conference of the Parties, sigla da COP-26.

Trata-se de um encontro internacional sobre meio ambiente e crise climática, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), envolvendo algo em torno de 197 países. Estão presentes chefes de Estado e dezenas de milhares de negociadores, representantes de governos, empresas e cidadãos durante os doze dias de conversações.

Antes de ser iniciada, no dia 31 de outubro, já havia mais de 30 mil pessoas inscritas para participar da reunião, representando governos, empresas, ONGs e entidades da sociedade civil.

Na tarde desta terça-feira, 2, de novembro, o prefeito Tião Bocalom e o secretário Normando Sales estavam com o Coordenador Nacional do Forum CB27 e secretário da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, Bianca Contani, da organização não governamental intenacional Governos Locais Pela Sustentabilidade (ICLEI) Europa e Camila, da Assessoria Internacional da secretaria de Meio ambiente do Rio de Janeiro.

Tião Bocalom, Normando Sales em companhia do Coordenador Nacional do Forum CB27 e secretário da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, Bianca Contani, da organização não governamental intenacional Governos Locais Pela Sustentabilidade (ICLEI) Europa e Camila, da Assessoria Internacional da secretaria de Meio ambiente do Rio de Janeiro (Foto: Dircom)

“Estou muito feliz de estar vivendo este momento aqui acompanhando o Prefeito Bocalom na COP-26. Rio Branco está no coração da Amazônia e, por isso, volta ao protagonismo das discussões ambientais”, disse o secretário Normando Sales.

O prefeito Tião Bocalom afirma que está na Conferência, não para ser um mero espectador, mas quer a oportunidade de falar sobre a realidade na Amazônia, em especial no Acre.

“Venderam uma imagem, aqui fora, do Brasil em relação ao Acre que não é verdadeira. Nossos povos da floresta passam fome e diziam por aqui que tudo ia bem. Quero ter a oportunidade de defender o nosso pensamento de que na discussão sobre sustentabilidade tem que estar o ser humano em primeiro lugar. Não devemos enganar as organizações aqui com vistas em dólares para beneficiar grupinhos. Precisamos lutar realmente pela qualidade de vida das famílias que vivem na floresta e no campo”, declarou Bocalom.

“Nós vamos fazer nossa parte ajudando na mecanização de áreas e recuperando o solo, investindo em energia limpa, implantando ônibus elétricos em Rio Branco, por isso vamos à fábrica da  Mercedes-Benz na Alemanha, e outros investimentos que venham a preservar o meio ambiente de forma que o ser humano viva bem”, completou o prefeito de Rio Branco.

Saiba quais as principais metas da COP-26

  • Neutralizar as emissões de gases nocivos até a metade deste século (2050), visando limitar o aquecimento da temperatura média global em 1,5˚C. Para isso, os países precisarão apresentar metas mais ambiciosas de redução de emissões para 2030, que passem pela eliminação do carvão, pelo combate ao desmatamento, pela disseminação dos veículos elétricos e pelo incentivo aos investimentos em energias renováveis;
  • Proteger as comunidades e os ecossistemas dos países afetados pelas mudanças climáticas. É necessário incentivar e capacitar esses países a restaurarem ecossistemas e a construírem proteções, sistemas de alerta, infraestrutura e agricultura resilientes que evitem a perda de moradias, de meios de subsistência e de vidas;
  • Obter fundos para financiar as duas primeiras metas. Espera-se que os países desenvolvidos cumpram o aporte de pelo menos US$ 100 bilhões em financiamento climático por ano, além da liberação de trilhões em financiamentos dos setores públicos e privados através de instituições financeiras internacionais;
  • Cooperação global, de modo que governos, empresas e sociedade civil acelerem suas ações e colaborem para finalizar a regulamentação do Acordo de Paris durante a COP-26.