Prefeitura de Rio Branco realiza projeto “Vivendo o Infinito Azul” no Centro de Atendimento Mundo Azul

A prefeitura de Rio Branco, por meio da secretaria Municipal de Saúde (Semsa), através do Centro de Atendimento Mundo Azul (CAA), em parceria com a Uninorte, realizou na tarde de sexta-feira, 24, o Projeto “Vivendo o Infinito Azul” com rodas de conversas com os pais e oficina denominado “autista artista” para as crianças. O evento ocorreu na sede da instituição, anexo ao Centro de Saúde Barral Y Barral, localizado no bairro Tangará.

Para  Victor Hugo Paiva, pai de uma criança autista, o projeto é muito importante para que possam lidar com o comportamento do seu filho. “Tem certas situações, certas especificidades do comportamento diário dele que a gente, por falta de conhecimento, de um tato, a gente não sabe como lidar muito bem e com esse tipo de projeto vai ajudar a gente a dar um dia-a-dia melhor para ele”, disse Paiva.

Ágata Cris Diaz falou sobre o evento, pois, se encontra na fila de espera para atendimento no Centro. “Tem muita criança autista e não tem tanta vaga e é algo que não tem tanta visibilidade assim, não tem tantas instituições voltadas para isso ou que seja de forma gratuita, por isso quando tem esse tipo de evento, a gente tenta aparecer e se incluir mais, pois tenho uma criança autista”, disse Diaz.

Segundo a psicóloga e coordenadora do CAA Mundo Azul, Edila Sousa, o projeto foi criado devido a fila de espera para atendimento no Centro. “Então, cada mãe que vem fazer o cadastro e que falamos que não tem vaga no momento, nós oferecemos essas rodas de conversas e a oficina para que elas possam trazer suas demandas, pois temos um grupo terapêutico que trabalha em função de fazer uma devolutiva em relação àquela criança em como lidar com o comportamento”, disse a coordenadora.

Ainda de acordo com a coordenadora, as rodas de conversas e a oficina são para as pessoas que estão na fila de espera para atendimento. “Como primeira temática, nós trabalhamos sempre com as emoções dos pais, porque o que é difícil hoje é a mãe ou um pai olhar para si mesmo, pois a família vive em funcionalidade em cuidar daquela criança. E foi observado no acolhimento na recepção que muitas mães não conseguem nem olhar para sua dor e sabemos que existe a depressão nos autistas e principalmente das mães que tem dificuldade em aceitar ter essa criança com esse transtorno”, afirmou Sousa.

A coordenadora falou também sobre a idealização da oficina “autista artista”. “Hoje em alusão ao setembro amarelo, valorização a vida, estamos trabalhando com as mães sobre as emoções e nesse momento estamos trabalhando a pintura como arte e como emoção para as crianças expressarem as suas emoções”, finalizou Sousa.