Prefeitura realiza palestra com orientações sobre cateterismo intermitente para usuários de cadeiras de rodas

Com um recital de poesia do poeta surdo Alessandro Borges, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), através da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência, realizou na tarde desta quinta-feira, 23, uma palestra denominada: Descomplicando o Cateterismo Intermitente.

O evento, desenvolvido por uma equipe multidisciplinar da Semsa, em parceria com a Coloplast e MedPlus, ocorreu no auditório da prefeitura, no período da tarde e, visa orientar usuários de cadeiras de rodas e profissionais da área sobre incontinência urinaria e utilização adequada do cateterismo limpo. A ação do poder público agradou os dirigentes do Centro de Apoio as Pessoas com Deficiência Física do Acre (Capadec).

“Esse trabalho realizado pela Secretaria de Saúde, tirando dúvidas do nosso dia a dia é muito importante. A prefeitura tem nos recebido por meio da Associação, socializando com a gente os as iniciativas de políticas públicas inclusivas, voltadas para as pessoas com deficiência, mostra o compromisso com a área da saúde”, observou Edvânio Silva, presidente da Capadec.

Conforme a enfermeira Christielle Montenegro, os usuários de cadeiras de rodas são suscetíveis a incontinência urinária e outros agravos. Pensando nisso, a Semsa, na gestão Tião Bocalom está tratando esse tema de forma criteriosa e humanizada.

“O nosso prefeito Tião Bocalom e a secretária Sheila Andrade têm nos orientado a reformular esse atendimento, seja em relação a dispensação de material ou na qualidade do produto, no sentido de minimizar os danos que as infecções urinárias tão peculiares aos usuários de cadeiras de rodas causam”, ponderou a enfermeira, Christielle Montenegro.

O atendimento inclui, ainda, orientação de médico urologista, psicólogos e assistentes sociais, além de parceiros da iniciativa privada.

“É uma união de esforços em defesa das pessoas com dificuldades de locomoção. Nessa oportunidade a gente busca trabalhar o entendimento do poder da mente. O nosso cérebro não sabe discernir entre o real e o imaginário, então a gente vai mexer um pouco com isso e trazer à tona questões de vivências, passado por ressignificar os momentos que a gente fica preso aos problemas”, disse a psicóloga Francisca Gomes Rocha.