Prefeito de Rio Branco trata sobre celeridade na execução de convênios com diretor do Calha Norte

19 dos 22 prefeitos do Acre, liderados pelo prefeito Tião Bocalom, se reuniram na manhã desta sexta-feira, 3, na sede da  Associação dos Prefeitos do Acre (Amac), para recepcionar uma equipe do Ministério da Defesa, representada pelo general de divisão, Ubiratan Poty, diretor do Programa Calha Norte (PCN).

Poty veio ao Acre, em comitiva formada por engenheiros, coordenadores e técnicos de vários Ministérios, para vistoriar obras, fazer melhorias no aeroporto da capital, escolas e quadras de esporte, pavimentação e unidades escolares em Cruzeiro do Sul, realizadas em parceria com o Calha Norte, além de visitas institucionais nas organizações Militares de Cruzeiro do Sul e Rio Branco.

A reunião com os prefeitos acreanos, organizada pelo presidente da Amac, prefeito Tião Bocalom, trouxe para o debate a celeridade na execução de obras em parceria com o DPCN e a solução para burocracias nos processos licitatórios.

“A Amac tem se destacado no apoio aos prefeitos na elaboração de projetos, mas estamos empenhados em acelerar a execução das obras que, as vezes, iniciam e, pela demora, os preços se elevam e não se conclui. Aí o prejuízo é coletivo. Queremos diminuir esse tempo para dois anos para que um prefeito inicie uma obra e possa inaugurar no curso do seu mandato”, explicou Ubiratan Poty, diretor do Programa Calha Norte.

Marcus Frederick Freitas de Lucena, coordenador executivo da Amac, disse que a associação está sempre atenta aos anseios de seus associados.

O senador Sérgio Petecão participou do evento convidado pelos prefeitos. Ele lembrou que o Ministério da Defesa está fazendo o caminho inverso: “Ao invés de os prefeitos irem à procura do Programa Calha Norte, o programa veio a procura dos prefeitos, isso é fundamental”.

Segundo o deputado federal Jesus Sérgio, na cidade de Tarauacá e no Jordão existem várias obras paradas porque demorou iniciar e quando começou, o dinheiro do convenio não garantia a conclusão. Citou como exemplo, um saco de cimento, que custa entorno de R$ 50 na capital e R$ 120 no Jordão.

“Os atrasos acabam prejudicando frontalmente as populações, especialmente as mais carentes”, disse.

A vice-presidente da Amac, Fernanda Hassem, prefeita de Brasileia, destacou a sensibilidade do General Poty e de sua equipe pelo compromisso do diretor do Calha Norte de retornar ao Estado entre outubro e novembro para uma visita aos 22 municípios acreanos.

Para Tião Bocalom o Calha Norte é parceiro primeiro dos prefeitos. “Nessa visita foi possível ouvir como está a tramitação dos convênios de cada cidade junto DPCN, em apresentação multimídia, aos prefeitos, pelos técnicos do programa. A preocupação dos dirigentes em desburocratizar os serviços é sem dúvidas um avanço importante”, sublinhou o gestor.