Queimadas e baixo nível das águas do rio Acre e afluentes preocupam o Município

O coordenador municipal da Defesa Civil, major-BM Cláudio Falcão, falou na manhã desta quarta-feira, 18, que o período de seca que Rio Branco atravessa está preocupando os gestores do Município, que já adotam várias medidas para enfrentar o problema da falta de chuvas e do baixo nível das águas do rio Acre e dos mananciais que compõem a sua bacia.

Segundo ele, já são 58 dias sem chover na capital e não existe previsão de chuva para os próximos dias. “O nível do rio Acre baixou 2 centímetros por dia na última semana. Isso fez com que a Prefeitura tenha adotado ações para garantir o abastecimento de alimentos em algumas comunidades rurais, uma vez que está difícil a navegação até essas comunidades”, explicou Falcão.

Ele explicou, também, que a poluição do ar, provocada pelas queimadas, está causando muitos problemas respiratórios na população. Parte da fumaça que encobre a cidade, segundo Falcão, vem da queima de lixo e entulhos pela população urbana e outra parte vem de queimadas rurais em países, estados e municípios vizinhos.

“Rio Branco é, hoje, o terceiro município com maior número de queimadas, ficando atrás apenas dos municípios de Feijó, em primeiro lugar, e Tarauacá, em segundo”, destacou Falcão.

O coordenador municipal da Defesa Civil alertou a população para os riscos de ocorrências de grandes incêndios. “Pedimos à população que evite queimar lixo, entulhos, etc., uma vez que, pelo fato da vegetação estar muito seca, há o risco de incêndio em alguns locais”, enfatizou Falcão, lembrando que queimar é crime e que a prática pode resultar em multa e até em prisão do infrator.