Prefeito de Rio Branco se reúne com Ministério Público do Acre para falar sobre transporte coletivo

A prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, participou de uma reunião, na manhã dessa quinta-feira, 22, com a promotora Alessandra Marques, da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor do Acre, para falar sobre o transporte público em Rio Branco.

Estiveram presentes além do prefeito e da promotora, o chefe de gabinete, Valtim José, o superintendente da RBTrans, Anísio Alcântara e o Procurador Geral do Município, Joseney Cordeiro.

Para o superintendente da RBTrans, Anísio Alcântara, o gestor precisa estar sempre informando ao Ministério Público do Estado (MPEAC) das ações que estão sendo feitas para dar lisura ao processo. “É importante, senão nada adianta colocar dinheiro, dar incentivo, a prefeitura fazer alguma coisa para baixar o preço da tarifa, se as contas não forem bem feitas, prejudicando o usuário. Essa parceria com o MPEAC é necessária. É o principal fiscal”, disse o superintendente Anísio.

De acordo com a promotora Alessandra Marques, esse é um tema muito delicado e que tem que ser tratado, não só dentro do contexto de pandemia, mas também pós-pandemia. E isso requer uma estrutura, trabalho e um certo tempo. “A perspectiva de que o município esteja comprometido com essa reflexão já para o MPE é importante, para que o consumidor tenha um transporte público de qualidade”, explicou Alessandra Marques.

Desde que assumiu a prefeitura, o prefeito Tião Bocalom tem buscado informações sobre a situação dos transportes coletivos de Rio Branco, assim como o MPEAC, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“As informações que temos só vêm comprovar que é possível a gente baixar o preço das passagens, na capital. A gente quer transparência. Por isso essa visita a promotora Alessandra Marques exatamente no sentido de que tudo que a prefeitura fizer agora sobre transporte público será em parceria e aval do Ministério Público”, explicou o prefeito.

O Tião Bocalom disse ainda que estamos num momento difícil da pandemia, mas o projeto de redução da tarifa de ônibus na capital continua.

“Quem ganha com isso é a população porque a nossa proposta continua. Os ônibus que estão aí na cidade hoje precisam ter uma idade média de 5 anos e os que estão circulando estão com 9 anos de uso. Não adianta dizer que esse problema é da pandemia. O problema de ônibus velhos já vem de anos anteriores e evidentemente que a gente vai correr atrás para melhorar esses veículos e o tempo em que esses veículos se apresentam para transportar as pessoas”, enfatizou.

O prefeito citou o exemplo da cidade de Curitiba, no Paraná, que é um município frio e os transportes públicos por lá tem ar condicionado. Ele questiona por que Rio Branco, não tem? “A RBTrans é o coração nesse processo todo. Infelizmente em anos anteriores a Superintendência não tinha autonomia nenhuma e agora, na nossa gestão, tem”, finalizou Bocalom.